31 de março de 2011

Entrevista Ecos D'Alma


Ecos D' Alma é uma banda de rock com tendência sombria e influencia de bandas inglesas do final dos anos 70 e começo dos anos 80, como Joy Division, Bauhaus e The Sisters of Mercy e também com influencia do pós-punk nacional, como 5 generais e Kafka... mas com o objetivo de não se agregar a rótulos, o leque de influencia se estende por todos os bons gêneros do rock.






1. Como surgiu a idéia de criar a banda e porque a nomearam de Ecos D'Alma? Vocês já haviam passado por outros projetos sonoros anteriores?
- A banda surgiu na nossa própria necessidade de expressão, quer dizer, um dia agente percebeu que nossas referências não se valiam, e que parecia que agente não se sentia completo apenas na posição de apreciador e que experimentar fazer algo que agente nem domina seria desafiador e empolgante. O punk rock (que deu origem ao pós-punk) motiva as pessoas a criarem e se mexerem, então isso nos afetou bastante.
Agora, o Ecos D’alma? Nós  tinhamos várias idéias de nomes, mas como elas já estavam prontas, parecia que o resto da banda – sim, antigamente nós pensávamos em quatro, de vez em quando cinco – sempre entrava em conflito, parecia que nenhum nome casava exatamente com a proposta que a banda tinha na época, então fomos buscar referências literárias, e pensamos muito nisso, até o Rodrigo (o baixista da primeira formação) sugeriu Ecos D’Alma, que veio de uma poesia do Augusto do Anjos, e isso tem tudo haver com que agente pretende fazer como artista. 
- Na verdade, projeto mesmo esse é o nosso primeiro, mas atualmente estamos preparando dois projetos paralelos que vão arrebentar a boca do balão. (risos)

2. Qual foi o melhor momento que a banda teve durante esses 4 anos de história?
- Esperamos que esse momento ainda esteja por vir, atualmente estamos muito ansiosos para por em prática o que agente tem ensaiado, inclusive o convite do woodgothic nos caiu como luva, pois estamos em processo de amadurecimento, e ainda temos muito a provar e construir.
- Logicamente que nossos melhores momentos é sempre no palco, é aí que conseguimos dar razão para nossa arte, posso citar o show que fizemos com o projeto gerador de Sorocaba, esse dia com certeza não será esquecido.


3. Quais foram os resultados com participação em 4 coletâneas lançadas até aqui? (Compilation Of Brazilian Obscure Songs, South America Goth Colection, Darkwave From The South II e Darkwave From The South: Brazilian Goth Song)
- Nossa, quarto?
Realmente nem paramos para pensar nisso, é sempre muito legal entrar em contato com pessoas que possuem o mesmo interesse e a mesma fome, só por isso já é uma grande vitória pra gente, fora que a coletânea levou a nossa música para uma radio fora do Brasil, então nos sentimos muito grato por isso, tanto pelas bandas, quanto pessoas como Vanderson, que divulga essa expressão alternativa em seu blog, isso é enriquecedor para uma cena que sempre está em conflito.

4. O que representa o filme Blade Runner o caçador de Andróides para o Ecos D'Alma, e principalmente para a música Lágrimas na Chuva?
- Ficção cientifica sempre foi um assunto de nosso interesse, o momento de formação da banda coincide com o momento em que vimos esse filme, e realmente é um filme nos mexeu bastante por dentro.

5. Como surgiu a idéia de gravar um cover de Bela Lugosi's Dead?
-Qualquer banda grava Bauhaus, agente sabe. Mas mesmo assim, estávamos afim de tocar alguma música deles nos nossos shows, a idéia de versão sempre nos atraiu, por isso que agente escolheu uma música que já é um hino, mais convencional, sem contar que Bauhaus é até hoje uma das nossas bandas favoritas, era nosso dever tocá-los. Espero que ninguém sinta raiva da gente por isso.

6. O que pensam a respeito das perspectivas de uma banda pós-punk/dark-wave no Brasil, já que a cena não é valorizada como devia?
- Infelizmente, ainda não existe uma consciência coletiva entre as pessoas da cena, poucas bandas se propõe a isso, na verdade, fora que a “cena” geralmente é movimentada por pessoas que querem se promover ao invés de fazer um movimento acontecer, há muitas pessoas que se aproveitam da ingenuidade daqueles que acreditam no que fazem, isso é terrível.
- Enquanto uma banda de Darkwave, não nos interessamos somente em fazer nosso som pra quem conhece o estilo, mas queremos levar para quem ainda não ouviu, não somos góticos, ouvimos muitas outras coisas, uma cena perde muito com bandas que possuem a mesmo estilo, o negócio é mesmo misturar, mas sem perder a essência.


7. A banda já teve três formações, seria interessante saber mais um pouco sobre a transição destas formações e quais seus motivos .
- Tivemos várias formações, todos contribuíram bastante para definir nosso som, mas é difícil levar uma banda quando os interesses das pessoas envolvidas são individuais, então acabou não rolando, mas agente ainda se fala com os outros membros que passaram, é bom saber que temos o apoio deles, também.

8. Como anda a banda atualmente? Pensam em gravar alguma nova música para imediato? E apresentações ao vivo? O que esperam com a participação do Festival Woodgothic em São Tomé das letras?
- Imediato é uma palavra que assusta, mas agente tem um álbum físico, precisamos nos livrar de todas as cópias, ainda.
Estamos sim empolgados a criar e gravar músicas novas, já temos bastante coisa nova que pouca gente ainda teve a oportunidade de ouvir, espero poder trazer tudo isso em São Tomé, e shows, não vemos a hora de fazer o próximo, mas por enquanto isso, só o woodgothic está na nossa agenda,  esperamos fazer algumas apresentações até lá.

9. Explique a temática do Ecos D'Alma e suas influencias.
- A nossa pesquisa começa na literatura e no cinema, somos muito influenciados por isso, então queremos trazer isso ao nosso som, pensamos dessa forma, obviamente nossa estética se baseia principalmente no expressionismo  e dadaísmo e nas discussões sociológicas sobre o advento da industrialização que faz o nosso som e também faz escravidão e a guerra, então escrevemos sobre nossas aflições e angustias a respeito dessa culpa que carregamos de contribuirmos para um colapso universal.

10. Para concluir, diga o que quiser. A última questão é livre.
- A liberdade é tão vaga, que nos limitamos ao nada.
Muito obrigado pelo interesse, boa sorte com o projeto e um forte abraço.
Ecos D’Alma


Concluido dia 26/03/2010
Por Leonardo S.A.

22 de março de 2011

Entrevista Pecadores

Após anos escondidos na América do Sul, Pecadores chegam para dar um testemunho ao mundo, sobre verdades e mentiras das religiões no Brasil.
Conhecido nos anos 80 como um país católico, o Brasil teve nos anos 90, a ampliação e crescimento de várias religiões, aproveitando a boa fé e miséria do povo, algumas se estabelecerem e enriquecerem, num país onde a pobreza impera. A verdade será dita a todos como uma revelação divina.
Pecadores chegam para que possam levar à tona toda a verdade, dualidade e injustiças desta religiosidade brasileira.

Formado por:
Dark Messenger(vocal e letras)
Apostle Niwt (música)
Brother Vlad/ Victor Von Blood(padre/obreiro/macumbeiro)
Sister Mege (freira/macumbeira e Pomba Gira)
Father Hans (Guitar)



Entrevista




Noite em ClaroQual a principal proposta da banda?
DARK MESSENGER: A principal proposta da banda na minha opinião é o prazer de cada um em criar algo, cada um da banda contribui com o que tem de melhor, seja com musica, letras, instrumentos, performance, etc.… E esse encontro no palco tem funcionado muito bem… O primeiro objetivo é pura e simples diversão, em seguida não entregar ao publico apenas a experiência auditiva de um show e sim algo mais completo como a performance, claro a musica, a interatividade, beber juntos, esse tipo de coisa para que a banda não se divirta sozinha, eu sempre comento que será difícil alguém não gostar de pelo menos uma coisa nos shows dos pecadores. Mesmo que seja a cachaça….


Noite em Claro- Quais são as principais influências ou o que inspira a arte dos Pecadores?
DARK MESSENGER: Minhas influências são complicadas.. Desde King Diamond, Carcass, Pungent Stench, Demonios da Garoa, Beethoven, Ministry, Bjork… Até o Padre Quevedo, Edir Macedo, picaretas em geral…
APOSTLE NIWT: Música Clássica, e muita música alternativa, Gothic Rock, Industrial, Experimental, etc...


Noite em Claro- Quais elementos da cultura ou do folclore nacional, como candomblé e nosso catolicismo, vocês consideram que podem ser inseridos nas propostas da banda
SISTER MEGE: Dos elementos da tradição mágica nacional, já inserimos as entidades de cultos de esquerda, como no caso da Umbanda que é mais sincrética e menos purista que o Candomblé. Nossas entidades mais queridas são naturalmente os exus, pois há neles os elementos de subversão e transgressão que tanto prezamos. Os exus que formam as fileiras da esquerda, tanto os masculinos quanto os femininos (pomba giras) foram um dia de acordo com a tradição, viventes transgressores, desbocados e rompedores de dogmas como nós e por isto mesmo demonizado. A demonização não vem do mal, vem da oposição aos valores vigentes, mesmo que tais valores sejam hipócritas e ruins.
Dos elementos católicos, de um modo totalmente avesso ao carinho com que apresentamos os exus, fazemos uso da imagética do padre e da freira que por baixo do falso virtuosismo ou são depravados (como os apresentamos) ou são mais recalcados do que aparentam.
Valemos-nos da imagem altamente sexual dos ditos celibatários que é de senso comum, afinal, onde há proibições extremas, há uma explosão de desejos armazenados e uma distorção de virtudes... Pensem em Santa Tereza D'Ávila que morreu de "gozos divinos”, a proibição de sexo fez a freira ter alucinações de coito com Jesus e num nível muito pior há o desejo sexual do padre celibatário que é extrapolado nas relações pedófilas, por exemplo , onde a criança é a presa mais fácil para a satisfação do desejo proibido que não se consegue conter .
Apresentamos de modo totalmente dessacralizante, os elementos católicos rituais, crucifixo, hóstias em contraste com o respeito festivo com que trazemos os exus e seus símbolos, cachaça, boneco de vodu, charutos. Há uma representatividade diabólica no sentido divertido e positivo do aspecto ruptor de regras. E como não poderia deixar de ser, criticamos de maneira explícita e direta o estelionato evangélico que ocorre diariamente via meios de comunicação em massa e ao vivo em qualquer buraco que vira templo por aí afora.

Noite em Claro -Qual é a opinião de vocês sobre religião e igreja?
SISTER MEGE: A religião deveria ser algo que preenche as necessidades espirituais de modo internalizado e simbólico.
Nada temos contra a fé interior e pessoal, afinal até o ateísmo é uma fé na não-existência de Deus. O Deus de um, pode não ser o Deus de outro, uns acreditam em mais de um deus, uns acreditam no Diabo, outros acreditam nas forças da Mãe Natureza (que é a única que tem se manifestado objetivamente...), uns acreditam em arquétipos, outros acreditam na Ciência, há quem acredite em duas coisas ao mesmo tempo e quem não acredita em nada! Isto deveria ser um problema ou um conforto de cada um.
Tudo seria muito tranqüilo se não houvesse proselitismo. 
O problema não é ter uma fé ou crença pessoal, o grande problema é querer que o outro pense da mesma maneira, é fazer da própria fé uma verdade cega e absoluta ou uma mercadoria.
Forçar ou iludir o outro a pensar de acordo com um dogma, fazer da religiosidade um ideal ou uma instituição é um horror que matou milhões e continua a matar pessoas no mundo contemporâneo. Não podemos esquecer, por exemplo, que em pleno século XXI, estamos em meio à uma guerra religiosa do islã contra o ocidente ao qual pertencemos ... 
Há igrejas que roubam descaradamente, como as evangélicas, há religiões que já mataram, já roubaram e são retrógradas, hipócritas  e em franca decadência como a católica com seus padres e freiras cada vez em menor número, mas que ainda exercem uma força política em vários países e há o islamismo que assassina impiedosamente todos os outros infiéis (neste grupo se enquadram todos , católicos , evangélicos , pecadores , macumbeiros , judeus , budistas, satanistas, hinduístas, pagãos , ateus e qualquer um que não seja muçulmano ) .

A igreja institucional e a religião-ideologia é que são detestáveis e perigosas, uma domina pela força política ou financeira e a outra pela força bélica. A igreja institucional é menos pior, afinal só é explorado e iludido quem se deixa explorar ou iludir , mas ser morto em nome de uma fé religiosa é somente escolha de terroristas suicidas , de ninguém mais . 



Noite em Claro - Quem faz as letras das músicas? De que forma vocês esperam que elas atinjam o público?
DARK MESSENGER: Eu faço a maioria das letras, a Sister Mege faz algumas, mas todos dão pelo menos o motivo, a idéia inicial, sempre temos um caminho a seguir em cada disco que fazemos… Esperamos que elas atinjam o publico com um tapa na cara e que isso os faça gargalhar e chorar ao mesmo tempo, porque no final pode até parecer bizarrice, mas é a mais pura realidade..


Noite em Claro - Quando as pessoas lêem a biografia da banda, comentam curiosidades com Dark Messeger ter sido um ex-pastor da igreja pentecostal e ter, inclusive, pregado o evangelho em favelas. De que forma isso faz parte da teatralidade da banda?
DARK MESSENGER: Essa parte eu só coloquei por insistência do NIWT, porque ainda sou perseguido pelo passado de forma que vocês jamais entenderiam, uma vez dentro desse circulo você jamais consegue sair por completo. Prefiro me abster do comentário, mas sim já fiz todas essas obscenidades que vocês conhecem… Por um tempo maior do que eu desejaria e poderia suportar…


Noite em Claro - Qual a principal distinção, na visão de vocês, entre uma pessoa que recebe o evangelho e uma outra, que se sente influenciada pela arte da banda?
SISTER MEGE: Distinção total e absoluta. Alguém que aprecia o nosso trabalho é irreligiosa e concorda com as críticas que fazemos ou tem afinidade com os cultos de esquerda ou os dois e, portanto não se encaixa no perfil da pessoa que se deixa evangelizar, mesmo porque nosso público tem a clara percepção de que a bíblia não é uma obra literal.
Uma pessoa que recebe um evangelho, aceita o tal como obra doutrinária, algo considerado inaceitável e até ridículo para alguém que compreende e admira o nosso trabalho.

Noite em Claro -Qual a visão de vocês sobre o cenário gótico nacional? E na visão de vocês, o que realmente faz com que o movimento nacional não se estenda e cresça como nos países europeus?
PECADORES: O cenário gótico nacional continua sendo tocado e sobrevive graças a valentes pessoas que amam o que fazem e são muito loucos, porque devem perder dinheiro a rodo pra que outros se divirtam e ainda cuspam no final da noite.. Kkk..
O cenário lá fora me parece que anda meio mais ou menos também, não creio que precisamos ser como eles, podemos ser diferentes e honestos, ai cresceria… A falta de estrutura mínima no Brasil é que faz com que a cena não seja boa. Falta de Divulgação, estrutura total, como algum programa de rádio, uma revista especializada, local de eventos mensal abrindo espaço para novas bandas tocarem ao vivo, tudo isso com pessoas interessadas na cena, não só em ganhar dinheiro momentaneamente.


Noite em Claro - Por serem vocês uma banda tão performática e teatral, com um som inusitado e uma proposta original, como vocês percebem a aceitação do público no Brasil?
SISTER MEGE: Ao longo do tempo podemos notar claramente que a reação às nossas apresentações são extremas, as pessoas adoram ou detestam. Algumas pessoas vão embora no meio das performances e muitas voltam aos shows , reconhecemos na audiência vários rostos que se tornam familiares nas mesmas.
A receptividade das pessoas que gostam das apresentações é imensa, recebemos várias manifestações de reconhecimento e carinho pelo trabalho inusitado que fazemos.
O público brasileiro que compreendeu a natureza de nossas apresentações tem, em geral, a qualidade do bom-humor e desinibição de sobra, portanto interage conosco o que torna as performances muito mais divertidas para todos.
Nossos shows não são apenas divididos no clássico palco-platéia, tudo se manifesta com mais fluência nesta "comunhão" pecaminosa que ocorre com os membros da audiência e o público brasileiro tem se mostrado muito 
bom neste sentido!


Noite em Claro - Quais são as expectativas para o show no Woodgothic festival 2011?
 PECADORES: Todas, já somos freqüentadores como expectadores e adoramos, esperamos que todos se divirtam conosco e com as demais bandas que lá estarão… E vocês irão???
Quem não for, se arrependerás! E provavelmente uma Maldição o pegará! 


Noite em Claro: Nossa presença esta confirmada novamente em São Thomé das Letras! Estamos ansiosos pelo o show e agradecemos mais uma vez pela a entrevista.
Cuidado com a maldição !!!

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Gótico em Juiz de Fora

          Luzes entre o mar de morros; Juiz de Fora é conhecida como a maior cidade da Zona da Mata mineira, com aproximadamente 600.000 habitantes.
          Localizada próxima à capital Belo Horizonte (270 km) e do Rio de Janeiro (180 km) e a 480 km da cidade de São Paulo, este é um lugar convidativo para estudantes universitários e comerciantes.
          Mas o que esperar deste lugar, relativamente grande, no que diz respeito ao Gótico e ao underground?
          Há anos ainda era possível se ver pessoas que se reuniam no central Parque Halfeld ou nas escadarias da catedral da cidade, para conversar e se distrair. Pessoas com, nem sempre os mesmos intuitos e objetivos, mas que sempre estavam ali.
          O desejo de fazer algo era constante, idéias surgiam. A vontade da constituição de uma cena forte e ativa era presente na mente de alguns, enquanto na de outros não passava nem como vaga hipótese.
          Quando estes finalmente decidiram criar a estrutura de seus desejos e dar vida aos muitos projetos e planos, deu-se, por meio de cinco pessoas, o início do grupo que foi o responsável por todas as atividades referentes ao Gótico em Juiz de Fora, deu-se início ao grupo Noite em claro.
          A primeira realização que levava o nome do grupo surgiu marcada para 31 de outubro de 2009. Uma festa onde por fim poderiam-se ouvir músicas das quais antes só se ouvia dentro dos próprios quartos, um set list rico e variado que transitava entre estilos como Post - Punk, Cold Wave, Death Rock e outros.
          A Noite dos Mortos - Vivos (31 de outubro) foi o que muitos esperavam há tempos. Foi, em outras palavras, a festa que superou todas as expectativas.
          Algum tempo depois, ainda revivendo e comentando os bons momentos da noite do dia 31 de outubro, o grupo decide reunir novas idéias e logo uma próxima realização estava de data marcada.
          27 de fevereiro de 2010, estava por vir o Expresso Noturno! E desta vez novidades viriam junto.
         Além da divulgação mais ampla e um set list mais elaborado e aberto a sugestões do público através da internet. A Expresso Noturno veio com o lançamento de coletânea que levava o mesmo nome. Feito para a venda e sorteio, reunia promissoras bandas do cenário nacional.
         Apesar do sucesso da festa, a partir daí os ânimos entraram em constante queda. Não por parte do grupo apenas, mas as pessoas da Juiz de Fora já não correspondiam ao que antes podia-se esperar delas.
         O desinteresse sempre fora um forte empecilho por entre estas ruas e prédios. Aqueles que se diziam adeptos à cultura passaram a não mais freqüentar as festas; e os endereços do grupo na internet foram  lentamente deixados às moscas.
         Muitos também começaram a abandonar a cena (se é que quem abandona um dia fez parte) e as coisas lentamente entraram em declínio e fragmentação.
         Um sarau foi feito, que visava já não mais reunir pessoas que freqüentaram as festas anteriores e sim, desta vez, pessoas ligadas à arte de alguma forma. O bar onde os eventos aconteciam fora devidamente decorado e nas paredes haviam quadros que homenageavam escritores como Poe e Baudelaire.
         No intervalo de tempo entre o sarau e a próxima festa que viria a acontecer, um zine foi criado.
         Levando o mesmo nome do sarau "Últimos Versos", ele trazia poemas manuscritos, cujo os autores eram os mesmos que recitaram na noite do evento.
         O zine "Últimos versos" ainda está disponível para a venda através dos endereços do grupo.
         No dia 13 de novembro de 2010 foi realizada “A noite dos Mortos - Vivos Parte I I". Festa que só viria para fortalecer a visão de decadência já percebida anteriormente.
         Muitas pessoas estiveram lá, porém onde estavam aqueles que se intitulavam Góticos? Os que se diziam fãs dos estilos musicais que lá tocaram? Não havia ninguém lá exceto jovens pertencentes a outras tribos urbanas (por assim dizer) e pessoas que freqüentavam o local por falta de opção.
        Eram tempos severos, o Grupo Noite em claro perdeu membros, já não havia animo ou força alguma para continuar, mas..." Às vezes é preciso morrer para renascer mais forte."
        Produziram muito, até mais do que se poderia esperar de cinco pessoas trabalhando juntas com os meios que dispunham, e muito ainda há para se fazer.
        A cidade hoje permanece em sua falta de eventos e na decadência do underground. O Grupo Noite em claro permanece suas atividades, com um foco mais amplo, desta vez já não tão voltada à Juiz de Fora, e sim, a cena nacional como um todo.

2 de março de 2011

Funeral Of Tears

O The Funeral of Tears é uma zine impresso produzido pela marca Schatten Projekt (Selo/Produtora), voltada para o Gothic Rock e vertentes, mais também aborda temas como literatura, cinema, poesias, artes, resenhas de CDs e livros, divulgação de sites e lojas entre outros


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